Recorde de acesso em:
09/05/2011
é de 923
Total Visitas Únicas: 2.763.402
Visitas Únicas Hoje: 363
Usuários Online: 54
Sistema de Busca
Documento sem título

Newsletter Espacomaria
Receba nossas atualizações diretamente no seu Email - Grátis!
 

Artigos









Visto: 1401 - Impresso: 26 - Enviado: 26 - Salvo em Word: 8
Postado em: 18/09/09 às 08:09:40 por: James
Categoria: Artigos
Link: http://www.espacomaria.com.br/?cat=8&id=674
Marcado como: Artigo Simples
Ver todos os artigos desta Categoria: Artigos

Quero ser outra Maria

Jo Croissant
Consagrada na Comunidade das Beatitudes - França

Jo Croissant, autora do livro "Mulher sacerdotal", é esposa de Ephraïm, fundador da Comunidade das Beatitudes. Uma comunidade nascida na França. Lá vivem sob o mesmo teto, numa mesma vida de oração e de trabalho, famílias e celibatários, homens e mulheres consagrados.

Portal Shalom: Gostaríamos que você falasse um pouco da Comunidade das Beatitudes (Bem-Aventuranças).

Jo Croissant: Nossa Comunidade nasceu em 1973, num momento muito particular na França, depois da revolução cultural de 1968, em que todos os valores fundamentais e cristãos foram rejeitados. Nossa origem foi a consagração de duas famílias. Uma peculiaridade de nossa Comunidade é que meu marido era protestante, bem como o outro casal; eu era a única católica, mas fizemos juntos um caminho na Igreja e na plenitude da fé. Durante o primeiro ano o Senhor nos conduziu, por intercessão da Virgem Maria, para a plenitude da fé católica. Isso foi uma grande graça, num momento em que se rejeitava tudo na Igreja, devido a uma má interpretação do Concílio Vaticano II. Descobríamos maravilhados a confissão, a Eucaristia, os sacramentos, a liturgia... e essa foi uma grande graça para nossa Comunidade. Também a descoberta da Igreja celeste, dos santos...

Qual o papel da Virgem Maria em sua vida?

A Virgem... Eu pertenço a ela. Sou consagrada a Maria, doei-lhe toda a minha vida. Rezo para que eu desapareça... e que eu possa transmitir aquilo que ela quer. No começo foi muito na fé, porque eu era ferida com relação a minha mãe e não era sensível à presença de Maria. Mas oro na fé por esta presença agora.

Durante o curso que você ministrou, você falou do combate espiritual e o papel da mulher neste combate espiritual. Você pode nos acrescentar alguma coisa?

Pode-se dizer que depois da queda (de Adão e Eva) o homem e a mulher receberam missões diferentes. Diz-se que o homem recebeu o mundo visível através do trabalho, o domínio da terra, o domínio da sociedade e que a mulher recebeu o combate no mundo invisível, que é o combate espiritual, o combate contra a serpente, quer dizer, contra as forças demoníacas. A mulher tem uma missão espiritual muito importante, que é escolher entre o bem e o mal. Através de seu papel na educação (das crianças e dos jovens) a mulher contribui para mudar a sociedade, fazer os homens e as mulheres do futuro. Então a missão da mulher é muito importante. É preciso que ela tome consciência da importância dessa missão, que é uma missão mais escondida, porque ela se refere ao mundo invisível.

Fale um pouco sobre bênção e maldição.

Eu diria que através das sessões de dança que eu dirijo que eu tomei consciência de modo mais profundo do impacto da maldição sobre as pessoas. Porque a partir do momento em que uma pessoa se aproxima de si mesma, de seu corpo, de sua intimidade, e começa a se olhar, surge a palavra de maldição: "Eu sou incapaz; não sou ninguém; não vou conseguir...". E mesmo se aparentemente ela é bem sucedida na vida, quando entra em si mesma, é esta maldição que surge. Para mim, é uma coisa que precisa ser muito refletida, meditada, através da primeira palavra que Deus dirige ao povo de Israel por meio de Moisés diante do Jordão: "Eis o caminho da bênção e o caminho da maldição. Eis o caminho da vida e o caminho da morte". Acredito que cada um de nós acolheu a maldição em sua vida por ser marcado pelo pecado, e é preciso enfrentar essa maldição escolhendo a bênção, escolhendo render graças a Deus, confiar nele, em tudo que Ele permite em nossa vida, triunfar sobre o mal através do bem e escolhendo crer que o bem é mais poderoso que o mal, que a bênção é muito maior que a maldição.

Diria que o poder da bênção nos foi dada pelo poder da Palavra de Deus. Encontrei, há alguns anos, em Roma, amigos íntimos do Papa, e eles diziam que um dia fizeram esta pergunta ao Papa: "Por que cada vez que o senhor chega a algum lugar, tudo se resolve e os problemas deixam de existir?". O Santo Padre respondeu que os padres não descobriram, não estão suficientemente conscientes do poder das Escrituras. E é verdade que, de fato, quando se vê o Santo Padre, todos os seus ensinamentos, todas as suas pregações, todos os seus discursos são profundamente enraizados na Palavra de Deus, que é uma Palavra de Vida, uma Palavra de Bênção, e que tem um poder sobre todas as outras palavras. Pessoalmente, fui muito tocada na França, quando o Santo Padre veio, certa vez, antes de uma Jornada Mundial da Juventude. Ele recebeu da imprensa uma aversão geral. Todos se uniram para criticá-lo e dizer coisas terríveis sobre ele. Quando o Papa chegou, veio num momento de oblação por causa de seu sofrimento, veio verdadeiramente muito doente e com o poder da Palavra de Deus. E o que é impressionante é que, subitamente, houve um silêncio na imprensa. O poder da palavra do Santo Padre parou todas as outras palavras e a imprensa, a seu respeito, não deu mais uma só palavra. E para mim, foi verdadeiramente um testemunho da bênção e do poder da Palavra de Deus.

Você pode falar um pouco dos livros que você escreveu: "A mulher sacerdotal" e "Corpo, templo da beleza"?

Há aproximadamente dez anos fui impulsionada pelo Senhor a escrever um livro sobre a vocação da mulher, porque tomei consciência do profundo sofrimento do coração feminino. Através deste livro – "A mulher sacerdotal" – pude aprofundar a identidade da mulher, sua vocação no plano de Deus e sua missão. Atualmente nas Edições Shalom há uma tradução.

O segundo livro é sobre o corpo. É também sobre a experiência de nossa Comunidade que eu, pessoalmente, adquiri através de sessões de dança, em que subitamente apareceu-me uma grande evidência de que haveria um momento em que não se poderia mais falar através de palavras aos jovens. Os jovens não escutam o discurso da moral e a única maneira de transmitir-lhes os valores é fazê-los viver a experiência de Deus, a presença de Deus em seus corpos.

Este livro é um caminho. É apresentado como uma peregrinação, como Deus disse a Abraão: "Vá até a terra que eu te mostrarei", em hebraico também significa "vai em direção a ti mesmo". Então, a peregrinação que vamos fazer é em direção a nós mesmos, em direção a esse santuário interior. Parti dessa meditação, bem como da compreensão que nos dá São Paulo: "Não sabeis que vosso corpo é o templo do Espírito Santo?", para propor uma peregrinação em direção ao nosso eu mais profundo, como diz Santa Teresa d’Ávila, e que passa primeiramente por um caminho de purificação de todos os sentidos. Porque os sentidos são a porta da alma e nós precisamos purificar nosso coração, nossos sentidos. Purificar nossos ouvidos e todas as palavras que acolhemos; nossos olhos com todos os olhares que pousaram sobre nós e todos os olhares que pousamos sobre os outros...

É preciso tomar consciência da responsabilidade pessoal que temos sobre nossa purificação. Não precisamos esperar que Deus nos purifique, somos nós que devemos nos purificar diante da presença de Deus. Deus vai nos purificar, mas Ele nos prepara, aguardando por uma decisão de nossa vontade.

Devo ainda falar sobre a purificação da boca. Como disse São Tiago, a língua, o menor dos membros, pode fazer tanto mal... tomemos a decisão de não mais maldizer, nem amaldiçoar. Que nossa boca seja sempre para o louvor e para a bênção. Posso dar um conselho de amiga, é de escolher a bênção, que é escolher a felicidade, a vida. Escolhamos a bênção para escolher a vida, empenhemo-nos a dizer o bem e a abençoar, a reparar cada palavra de maldição que dissemos com três palavras de bênção.

Quais são as mulheres mais importantes da Igreja, na sua ótica?

A primeira é Santa Clara, por causa de sua pureza. Porque eu creio que a pureza de Santa Clara continua a iluminar a Igreja. Depois Santa Catarina de Sena, por seu amor à Igreja; Santa Teresa d’Ávila, por seu coração inflamado; Santa Teresinha, por seu coração de criança e por toda graça extraordinária de quem espera tudo do Pai e que faz com que tudo seja possível.



comunidade shalon



       





Postado por: James - www.espacomaria.com.br em: 18/09/09 às 08:09:40 h.


Saiba como contribuir com nosso site:

1) O vídeo não abre? O arquivo não baixa? Existe algum erro neste artigo? Clique aqui!   [ Leia + ]

2) - Receba diariamente os artigos do nosso site em seu e-mail. Cadastre-se Aqui! é grátis!
 
3) - Ajude nossos irmãos a crescerem na fé, envie seu artigo, testemunho, foto ou curiosidade. Envie por aqui!

4) - Ajude a manter este site no ar, para fazer doações clique no botão abaixo.




LEIA TAMBÉM











Copyright 2006 - 2015 - www.espacomaria.com.br - Todos os Direitos Reservados - Santarém - Pará - Brasil
Desenvolvido por: ESPACOJAMES